Muitas vezes penso em como a vida pode parecer uma montanha russa, onde andamos pela primeira vez e não paramos para olhar o trajeto antes de embarcar. As subidas, descidas e até as retas são surpresas. Não sabemos quantas são, como são e quanto vão durar.
As descidas, quando aparecem em sequência acabam nos fazendo acostumar com a brusca queda. Na segunda vez a descida brusca nos faz sentir um calafrio na barriga do mesmo modo que a primeira, mas o medo já não é intenso. Sabemos que chegaremos ao final e então teremos uma subida ou reta.
A reta é quando podemos disfrutar da paisagem. Paramos e olhamos para tras, para frente ou simplesmente podemos aproveitar o momento de paz e até sonhar com o que esta por vir no embalo do carrinho.
As subidas são cheias de entusiasmo e espectativas. É uma adrenalina que vai se formando com uma dúvida de o que teremos ao atingirmos o topo? Será uma reta, longa e praserosa ou uma descida ingrime e assustadora?
Pensando novamente na descida, ela pode ser encarada de duas formas, talvez mais. Com medo ou como um momento de aventura e de se confiar em quem planejou a montanha russa em que estamos andando. Quem a criou a fez segura e de modo a sentirmos emoções, sabe o que fez e o que faz.