Mal entendido, isso é algo sempre ocorre quando não somos claros, ou até quando o somos. O entendimento de um diálogo depende da vivência que se tem os interloctures. Isso ocorre principalmente quando somos irônicos, amo ironia, mas já percebi que para ela surtir o efeito gostoso que ela proporciona quando captada, o meu interlocutor precisa ter um pouco da mesma cultura que a minha, caso contrário fico parecendo que tenho um parafuso a menos falando de coisas sem sentido. Ou até posso parecer maldosa. Um exemplo poderia ser a história, parábola, da raposa e das uvas. Se eu pedisse algo para alguém e isso me fosse negado eu como uma pessoas que não guarda ressentimento, ou pelo menos tento, diria brincando:”Também não queria mesmo.” A pessoa poderia dizer “Mas agora a pouco você queria!”. Eu lhe responderia “Não conhece a história da raposa e das uvas?” e então eu fosse embora por motivo de força maior, poderia descobrir mais tarde que :
1o. – Se fosse uma pessoa que não conhecesse essa história, ou pior, só conhecesse as outras histórias de raposa iria pensar coisas horriveis sobre mim, das histórias relacionadas a raposa, a única que eu conheço em que a raposa é inocente é essa.
2o – Se a pessoa conhece a história, que a pessoa me achou o máximo, afinal eu tenho senso de humor e eu realmente queria aquilo! E acabo ganhando.
Para quem não conhece a hitória, é só googlar!
Ah, mesmo correndo o risco continuo irônica. Se tiver dúvida do que uma pessoa quis dizer, uma pergunta resolve tudo. E ainda se aprende alguma coisa, inútil, mais se aprende.