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Decepção
Outubro 27, 2008“Los Demonios Del Eden”
Outubro 23, 2008Fui assistir ao filme "Los Demonios Del Eden".
Um filme muito interessante por ser cheio de
denúncias sobre algumas coisas muito erradas
que acontecem no México,
mas sei que também acontecem pelo mundo afora.
Uma dessas denuncias é sobre uma autoridade envolvida
diretamente com pedofilia.
Fiquei pensando em como isso é mais comum do que se imagina.
Crianças são realmente muito inocentes,
fáceis de se manipular e convencer. Por mais terríveis que
possam ser, elas são puras, experimentam o mundo e estão
abertas a novas experiências e é ai que a maldade do ser
humano adulto entra e se aproveita.
São os demônios adultos soltos no Éden da infância.
Em vez de perceber a maravilha que se pode formar
a partir de uma criança, o homem mal e egoísta
apenas destrói aquilo que pode chegar perto da perfeição,
uma criança criada com Amor verdadeiro.
Conheço uma história de abuso sexual para com uma criança.
Ela tinha entre quatro e cinco anos. Foi visitar junto com
sua prima, que tinha treze, uma amiga vizinha de muro e da
mesma idade da prima. As amigas saíram para ir na padaria
da esquina e a criança ficou lá brincando no quarto do
irmão da vizinha. Enquanto ela estava lá explorando,
encantada, brinquedos que ela nunca havia brincado, o pai da
vizinha entra e diz que tem um brinquedo muito mais
legal no quarto ao lado. O quarto dele.
A criança vai toda feliz, imaginando o que poderia ser.
Chegando lá só tinha uma cama grande com uma colcha bege,
um guarda roupa escuro e uma janela escura e fechada.
Era noite. O pai da vizinha colocou a menina na cama sentada.
Suas mãos eram fortes. Ele disse que ia abaixar
as calças dela. A criança começou a ficar assustada,
nunca um adulto tinha lhe falado isso, naquele tom de voz.
Ela resistiu, mas ele era forte, forte e grande.
A voz dele a assustava, ela começou a achar que ele
iria machucá-la e como que para distraí-lo ela lhe perguntava
sem parar "aonde está o brinquedo?". Ele já não respondia,
só ficava falando "gosta?"
enquanto ele lambia suas partes intimas,
eram dois monólogos paralelos.
O pai da vizinha tirou algo para fora das calças.
A criança ficou olhando aquilo, estava assustada,
era feio e grande . Um cachorro do lado de fora latia
sem parar e arranhava a janela,parecia que ele sabia
que algo muito errado estava acontecendo. Ela falava
"eu quero ir embora", e estava chorando.
O pai da vizinha continuava em seu monólogo "gosta?".
Ele começou a esfregar aquilo pelo rosto da criança,
pelo corpo, pelas suas partes íntimas..., quando se ouve um
barulho de portão... Rapidamente o pai da vizinha
se recompõe e leva a criança para o banheiro, a deixa lá.
E vai sentar-se na sala. As amigas entram na sala
e veem o homem sentado, assistindo TV.
Peguntam pela criança ele responde que acha que
ela deve estar no banheiro.
As meninas veem a calça abaixada da criança e
com cara de choro. Perguntam "o que foi?" Ela nada responde.
O pai da vizinha se antecipa, deve ter feito xixi
nas calças, mas estava esperando vocês chegarem.
E de fato, ela tinha feito um pouco de xixi nas calças.
A criança e sua prima foram para casa ao lado.
Entendeu?
Outubro 2, 2008Mal entendido, isso é algo sempre ocorre quando não somos claros, ou até quando o somos. O entendimento de um diálogo depende da vivência que se tem os interloctures. Isso ocorre principalmente quando somos irônicos, amo ironia, mas já percebi que para ela surtir o efeito gostoso que ela proporciona quando captada, o meu interlocutor precisa ter um pouco da mesma cultura que a minha, caso contrário fico parecendo que tenho um parafuso a menos falando de coisas sem sentido. Ou até posso parecer maldosa. Um exemplo poderia ser a história, parábola, da raposa e das uvas. Se eu pedisse algo para alguém e isso me fosse negado eu como uma pessoas que não guarda ressentimento, ou pelo menos tento, diria brincando:”Também não queria mesmo.” A pessoa poderia dizer “Mas agora a pouco você queria!”. Eu lhe responderia “Não conhece a história da raposa e das uvas?” e então eu fosse embora por motivo de força maior, poderia descobrir mais tarde que :
1o. – Se fosse uma pessoa que não conhecesse essa história, ou pior, só conhecesse as outras histórias de raposa iria pensar coisas horriveis sobre mim, das histórias relacionadas a raposa, a única que eu conheço em que a raposa é inocente é essa.
2o – Se a pessoa conhece a história, que a pessoa me achou o máximo, afinal eu tenho senso de humor e eu realmente queria aquilo! E acabo ganhando.
Para quem não conhece a hitória, é só googlar!
Ah, mesmo correndo o risco continuo irônica. Se tiver dúvida do que uma pessoa quis dizer, uma pergunta resolve tudo. E ainda se aprende alguma coisa, inútil, mais se aprende.