poema para aula

Setembro 6, 2008

No céu tem estrelas que brilham,

a mais brilhante de todas traz pensamentos.

Com os pensamentos só se vê um véu…

Eles trazem a lembrança, a saudade, o amor.

Amor que ficou, que não se viveu, que só se sentiu.

Platônico…

O ideal não aconteceu, se perdeu

no tempo, no espaço…

não é a mesma coisa?

Que importa, perdeu-se…

Num piscar o véu se desfaz, o peso cai, umedece o rosto.

No céu tem uma estrela que brilha,

com sabor salgada, estrela com sabor da tristeza, da nostalgia.

 

Quem dera que fossem lágrimas do rio Lete, não seriam mais salgadas.

 

Então as lágrimas, assim que me entrassem pelos lábios se iriam, para sempre.

 

Minha alma viveria.

 

Salgado também é o sabor do sofrimento, da solidão e da angústia.

 

Da perda…

 

Grande alegria é salgada, mas não se sente esse sabor. Só o momento. Alegria.

 

Será que mais alguém sente o sabor dessa estrela?

 

Não, não acredito.

 

Lembranças são singulares, pertence a um só.

 

A mesma história possui o número de lembranças das almas que a viveram.

 

Cada qual do seu jeito, único, muitas vezes inexplicável, incompreensível, esquecido…

 

Lá no alto a estrela,

 

A estrela que mais brilha.

 

Se ficar olhando, sinto que viro sal.

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