Há muito que eu não assistia a um filme tão lindo! Pena que não escontrei ninguém que o tenha assistido ainda. Esses filmes alternativos são difíceis de serem assistidos por jovens acostumados com a velocidade que nos cerca em todos os sentidos atualmente. Nesse filme pude chorar, rir, chorar e rir ao mesmo tempo e pensar, pensar muito. No filme, o protagonista sofre um ataque e fica paralisado, enclausurado em seu corpo, o escafandro. Seu único meio de contato com o mundo passa a ser seu olho esquerdo, a borboleta, pensando bem, sua imaginação também era a borboleta. Com esse olho ele consegue se comunicar com o mundo, escreve um livro. “Ha, ha, ha, ha” devem estar pensando quem não assistiu. “Como é que se escreve um livro com um olho? Muita tecnologia?”. Não. Humanidade pura, sublime. Aliás, muito humano o filme inteiro, um exemplo de erros, perdão, desentendimentos, medos, resitência, arrependimentos, mentiras, verdades, infantilidade, maturidade e amor. Tudo o que de uma forma ou de outra vivemos em nossas vidas.
O filme me fez pensar em como nos deixamos ficar presos em escafandros sem saber quais são, diferentemente do protagonista do filme que após o seu ataque pode saber muito bem qual era o seu escafândro. Muitas vezes nem queremos saber. Não sabemos o que nos enclausura, logo não sabemos quais são as borboletas que nos fariam voar. Para mim esse filme foi uma das muitas borboletas que encontrei. Estou voando…
Julho 31, 2008 às 4:51 pm
UAU! Além de me apaixonar por você inteiramente, desde sua beleza exterior como principalmente pela interior, suas palavras estão encantadoras! Olha que falo de escritor para uma nova escritora! TE AMO! OBRIGADO SENHOR JESUS!