Há muito que eu não assistia a um filme tão lindo! Pena que não escontrei ninguém que o tenha assistido ainda. Esses filmes alternativos são difíceis de serem assistidos por jovens acostumados com a velocidade que nos cerca em todos os sentidos atualmente. Nesse filme pude chorar, rir, chorar e rir ao mesmo tempo e pensar, pensar muito. No filme, o protagonista sofre um ataque e fica paralisado, enclausurado em seu corpo, o escafandro. Seu único meio de contato com o mundo passa a ser seu olho esquerdo, a borboleta, pensando bem, sua imaginação também era a borboleta. Com esse olho ele consegue se comunicar com o mundo, escreve um livro. “Ha, ha, ha, ha” devem estar pensando quem não assistiu. “Como é que se escreve um livro com um olho? Muita tecnologia?”. Não. Humanidade pura, sublime. Aliás, muito humano o filme inteiro, um exemplo de erros, perdão, desentendimentos, medos, resitência, arrependimentos, mentiras, verdades, infantilidade, maturidade e amor. Tudo o que de uma forma ou de outra vivemos em nossas vidas.
O filme me fez pensar em como nos deixamos ficar presos em escafandros sem saber quais são, diferentemente do protagonista do filme que após o seu ataque pode saber muito bem qual era o seu escafândro. Muitas vezes nem queremos saber. Não sabemos o que nos enclausura, logo não sabemos quais são as borboletas que nos fariam voar. Para mim esse filme foi uma das muitas borboletas que encontrei. Estou voando…