Casa Própria

Maio 27, 2009

Yes! Graças a Deus  “compramos” a casa própria.  Ou melhor,  apartamento próprio. Uma aventura.  Começou coma dona da casa que alugamos nos enviando uma carta falando que precisaria da casa em até dois meses. Eu fiquei desesperada, nunca haviam me pedido para sair de uma casa. O tempo curto e inesperado me fizeram quase que surtar. Mas para quem eu via pedia oração e desabafava. Funcionou. No começo meu marido não queria comprar, apenas alugar, mas como qualquer outra mulher eu queria a MINHA casa. Para eu quebrar e desquebrar, pintar, pregar, trocar e arrumar o que eu quiser e a hora que quiser. Mais pedidos de orações.  E ele mudou de idéia. Já haviamos tentado com outros corretores a compra de uma casa, mas logo desanimávamos, porque ele desistia de nós. Quando via nossas condições e necessidades específicas, sumia. Mas, Deus é muito fiel. Achamos um que não desistiu. Confesso que no começo até achei que ele havia desistido e já estava desanimando de novo, coma ajuda da TPM o desânimo quase que vence. Um belo dia ele liga para nós visitarmos uns apartamentos. O primeiro: caro e pequeno, segundo: feio e caro, terceiro: esquisito e barato, quarto: pequeno e barato, quinto: interessante!

Conversamos com a dona, marcamos de assinar um contrato de compromisso para dar a entrada que foi muito suada e adiantada no trabalho. Com eu e o marido, três filhos, mãe e cachorra morando junto, definitivamente guardar dinheiro não entra para minha lista de afazeres. Enfim, no dia de assinar o contrato descobrimos que a dona é separada e precisava de zilhões de papéis para ocorrer o negócio e….ela não tinha esses papéis. Desânimo, orações e orações.

Após um dia o nosso querido corretor, que não desistiu de nós nos liga e diz que há um outro apartamento no mesmo condomínio, só que…

Tem a amiga da dona morando nele, há! Nada, nada, nada é fácil. Nada. Então acreditamos nessa amiga que disse que mudaria em um mês assim que assinassemos o contrato. Mas… ela não mudou. Demorou quase que dois meses e para quem precisava de mudar logo….Desespero, oração e oração. Bom ela mudou e então iríamos nos mudar, mas…

A fiação da casa estava toda velha e acabada e preta nas tomadas, chamuscada. Com eu meu marido, três filhos e mãe e cachorra, não dá para arriscar. Nesse momento estão arrumando isso e Graças a Deus a dona da casa que estamos alugando está entendendo a situação até agora. Vamos esperar agora sair o FINANCIAMENTO!!!!


Life

Janeiro 20, 2009

Muitas vezes penso em como a vida pode parecer uma montanha russa, onde andamos pela primeira vez e não paramos para olhar o trajeto antes de embarcar. As subidas, descidas e até as retas são surpresas. Não sabemos quantas são, como são e quanto vão durar.

As descidas, quando aparecem em sequência acabam nos fazendo acostumar com a brusca queda. Na segunda vez a descida brusca nos faz sentir um calafrio na barriga do mesmo modo que a primeira, mas o medo já não é intenso. Sabemos que chegaremos ao final e então teremos uma subida ou reta.

A  reta é quando podemos disfrutar da paisagem. Paramos e olhamos para tras, para frente ou simplesmente podemos aproveitar o momento de paz e até sonhar com o que esta por vir no embalo do carrinho.

As subidas são cheias de entusiasmo e espectativas. É uma adrenalina que vai se formando com uma dúvida de o que teremos ao atingirmos o topo? Será uma reta, longa e praserosa ou uma descida ingrime e assustadora?

Pensando novamente na descida, ela pode ser encarada de duas formas, talvez mais. Com medo ou como um momento de aventura e de se confiar em quem planejou a montanha russa em que estamos andando. Quem a criou a fez segura e de modo a sentirmos emoções, sabe o que fez e o que faz.


Eu

Janeiro 16, 2009

Quem sou? Se definir é difícil. Normalmente falamos de nós mesmos em relação a outros ou a alguma coisa. Sou mãe, esposa, filha, pedagoga. Também, nos descrevemos fisicamente. Sou morena, 1,75, magra. Falamos de qualidades ou defeitos com adjetivos que nos enquadram em atitudes e caráter. Sou amiga, ansiosa, teimosa, leal, cristã, preguiçosa, emotiva, medrosa, forte, alegre. Mas percebi que é mais interessante falar de nós com exemplos do que gostamos ou não.

Não gosto de MSN, comédia pastelão, política, economia, religião, falsidade, intolerância, burrice, supeficialismo, sujeira, bagunça, cheiro ruim, mal, tagarelice, abuso, indiscrição, evolução, esperar, limpar, lavar, soncice, cara de pau, falta de personalidade, chantagem, muro, condução lotada, mimo, insistência, incompetência,…

Gosto de bom humor, Orkut, amigos, Amor, Verdade, Natureza, Jesus, Família, estudar, silêncio, música, cinema, conversa, criança, tolerância, paz, inteligência, perspicácia, sabedoria, ironia, cheiro bom, rapidez, bom senso, ambição controlada, propaganda, água, café, macarrão, torta de limão, sorvete de creme com calda de framboesa, andar por ai, dormir,  dançar, viajar, comprar, bafo de bebê, sonhar, dengo…

 

Vou aumentando as listas assim que for me lembrando…e ai será eu!

 Há também o eu descrito e falado por outros. Eu me lembro desses…

“Você é uma merda!”,” Você só pode ser um ET!”, “Maluca”, “Doida”,” Inteligente”,” Nossa”,” não sabia que você era tão engraçada”,” Linda”,” Especial”,” única”,” O amor da minha vida”,” meu mundo”,” mamãe você é mais linda de todas”,” a melhor mãe do mundo”,” calma”,” organizada”, “criativa”,” nossa”,” voce surpreende!”,” Você é o amor da minha vida”,” aquela dos sonhos”,” um amorzinho”,” querida”,” um amor”,” no começo parecia chata”,” minha melhor amiga”,” um inferno”, “tudo aquilo que eu podia desejar”,” gostosa”,” nem sabe que ela existe”, “estressada”, “mau-humorada”, “maluquinha”, “engraçada”, “boazinha”, “parece com a Angelina Jolie”, “parece com a mocinha da novela”, ”você  não existe!”.


É isso ai…

Janeiro 15, 2009

Assisti ontem o filme “Eu meu irmão e nossa namorada”. O filme é exatamente o título e é temperado com um humor simples e real. A moral é colocada como foco, claro, mas mais uma vez podemos observar a tolerância e a maturidade como libertadoras das convenções morais sociais. O Amor que se mostra na familia retratada no filme é muito lindo. Eu acredito que a relação entre eles vista lá é uma das poucas coisas que poderia ser assim sempre e não se tornaria chato. Mas vida real é outra coisa…


A Cabana – The Shack

Janeiro 15, 2009

Li o livro A Cabana. Lindo! Foi uma resposta de Deus a uma oração. Sempre acreditei no Deus ali descrito, os detalhes, os diálogos, a Pessoa. O autor conseguiu descrever aquilo que eu sei que é Deus. Sem religião, sem espectativas, só Amor. E é isso que Ele é, Amor. Quando a humanidade realmente perceber isso o mundo vai mudar. Fui criada dentro do cristianismo, mas quando comecei a pensar por mim mesma no que é Deus, eu sempro O entendi da forma que o livro coloca. Não quero falar muito sobre o que se encontra nesse livro pois tiraria o mérito do autor que foi iluminado para escrevê-lo e de forma tão clara, simples, e amorosa, tudo o que Deus é. Foi inspiração divina. Em minha oração pedi a Deus que me mostrasse se o modo como O via era certo. Sempre encontro nos cristãos regras, lei, condenação, hierarquia, espectativas e eu pedia para Deus me mostrar mais alguem que O visse simplesmente como Amor. Esse livro foi a resposta mais amorosa que Deus poderia ter me dado. Leiam!

 

http://www.theshackbook.com/


Formada!

Dezembro 10, 2008

Já estou formada! Sou uma pedagoga formada pela USP. Foram tantas as dificuldades e empecilhos que decidi escrever sobre isso. Há quem se gradue sem dificuldade alguma. Quando o esperado ao final do curso é apenas um diploma é muito fácil se formar. Entretanto, se deseja ser o melhor no que faz, dá trabalho. E eu queria ser a melhor. Digo que não fui a melhor, mas uma das melhores. Como estudante de uma primeira faculdade talvez tenha sido a melhor. Sinceramente não sei. Passar no vestibular foi uma grande conquista. Vinda de uma escola pública de péssima qualidade, eu não tinha os conhecimentos dos conteúdos básicos necessários para o vestibular. O bom senso sempre foi meu aliado. Contudo, não acreditava que conseguiria passar. Não tentei o vestibular assim que terminei o Ensino Médio. Me casei e fui levando a vida de casada, com filhos, vida muito boa. Após um tempo, meu marido me falou que eu precisava estudar, podia continuar em casa, mas estudar se fazia necessário. “Como?” eu questionei, “Quem, fica com os filhotes? Você e minha mãe só faltam se matar.” Ele me disse que tudo ia dar certo. Acreditei  e deu certo. Comecei a fazer cursinho em Setembro. O desespero era enorme. Fórmulas e nomes nunca vistos, eu realmente não tinha aprendido nada no colegial. Decidi me concentrar nas matérias que eu sabia, e que eram mais de leitura, história, geografia, português e literatura. Após a primeira fase do vestibular veio a segunda e a felicidade, eu passei! Uma conquista! E todos os pessimistas de plantão já me diziam que o difícil seria sair da faculdade. Como o mundo tenta nos afundar! Morando na Zona leste e tendo que ir estudar na Zona oeste era uma viagem todo dia. Após três meses, por motivo de força maior, comecei a trabalhar na Zona sul. Meu inglês adquirido na infância foi o que me ajudou a ingressar no ramo da educação bilingue. Foram longos meses, mas em julho nas férias nos mudamos para a Zona sul. Estaria mais perto do trabalho. As leituras na faculdade estavam começando a ficar densas. Chorei. Chorei por não entender, chorei por não ter tido a oportunidade de poder entender. Ontem chorei de alegria e gratidão a Deus. Ele me deu forças, me consolou e me fez visualizar o futuro para que eu pudesse passar pelas adversidades acadêmicas com exelência. Hoje eu entendo, e muito. Quero entender muito mais e me destacar na educação brasileira, ainda não sei como. Mas faço meu melhor no meu trabalho, dou o meu melhor aos meus alunos, pais e profissionais onde trabalho. Essa diferença eu já faço. E agora com diploma!


Decepção

Outubro 27, 2008
Acredito que decepção seja um sentimento “evitável” quando se percebe a causa. A própria Bíblia nos diz “maldito o homem que confia no homem”, ou seja, pode se dizer que se você confiar em alguém a ponto de achar que essa pessoa nunca vá te decepcionar, você já está amaldiçoado, em outras palavras, irá na certa se decepcionar. Sempre aparece uma decepção ou outra em relação a alguém, algumas pequenas e outras enormes, mas algo que eu tento fazer para esse sentimento não me contaminar de tristeza e desilusão é perdoar. Perdoar não significa esquecer, mas sim, não relevar a atitude do outro. Visualizar a ação do outro como uma fraqueza ou falta de maturidade. Uma pessoa que ainda não chegou lá,sabe?  Não espero que as pessoas sejam de uma só forma, principalmente quando se refere a sentimentos. Aliás, são os diversos sentimentos que sentimos, frente as experiências na vida é que, também, nos ajudam a crescer. Quando já conseguimos pensar sobre o que sentimos e conseguimos e queremos controlar esse sentimento, independente da situação, aí estamos na maturidade plena. Mas, quem é que consegue não é mesmo? Somos simplesmente humanos, simplesmente humanos, com toda a grandeza que isso também pode significar. Eu como cristã, que procura entender realmente o que é ser cristã irrelevando a religião –  talvez ela funcione –  acredito que possa funcionar, mas não para mim, vivo para ser positiva para os outros e do bem, mas sou humana, e se um dia eu não for encontrada assim, do bem,  é porque devo estar doente, doente da alma.

 


“Los Demonios Del Eden”

Outubro 23, 2008
Fui assistir ao filme "Los Demonios Del Eden". 
Um filme muito interessante por ser cheio de 
denúncias sobre algumas coisas muito erradas 
que acontecem no México, 
mas sei que também acontecem pelo mundo afora.
Uma dessas denuncias é sobre uma autoridade envolvida 
diretamente com pedofilia. 
Fiquei pensando em como isso é mais comum do que se imagina. 
Crianças são realmente muito inocentes, 
fáceis de se manipular e convencer. Por mais terríveis que 
possam ser, elas são puras, experimentam o mundo e estão 
abertas a novas experiências e é ai que a maldade do ser 
humano adulto entra e se aproveita. 
São os demônios adultos soltos no Éden da infância. 
Em vez de perceber a maravilha que se pode formar 
a partir de uma criança, o homem mal e egoísta
apenas destrói aquilo que pode chegar perto da perfeição,
uma criança criada com Amor verdadeiro.
 
Conheço uma história de abuso sexual para com uma criança. 
Ela tinha entre quatro e cinco anos. Foi visitar junto com 
sua prima, que tinha treze, uma amiga vizinha de muro e da 
mesma idade da prima. As amigas saíram para ir na padaria 
da esquina e a criança ficou lá brincando no quarto do 
irmão da vizinha. Enquanto ela estava lá explorando,
encantada, brinquedos que ela nunca havia brincado, o pai da 
vizinha entra e diz que tem um brinquedo muito mais 
legal no quarto ao lado. O quarto dele. 
A criança vai toda feliz, imaginando o que poderia ser. 
Chegando lá só tinha uma cama grande com uma colcha bege, 
um guarda roupa escuro e uma janela escura e fechada.
Era noite. O pai da vizinha colocou a menina na cama sentada. 
Suas mãos eram fortes. Ele disse que ia abaixar 
as calças dela. A criança começou a ficar assustada, 
nunca um adulto tinha lhe falado isso, naquele tom de voz. 
Ela resistiu, mas ele era forte, forte e grande. 
A voz dele a assustava, ela começou a achar que ele 
iria machucá-la e como que para distraí-lo ela lhe perguntava 
sem parar "aonde está o brinquedo?". Ele já não respondia,
só ficava falando "gosta?" 
enquanto ele lambia suas partes intimas, 
eram dois monólogos paralelos. 
O pai da vizinha tirou algo para fora das calças. 
A criança ficou olhando aquilo, estava assustada, 
era feio e grande . Um cachorro do lado de fora latia 
sem parar e arranhava a janela,parecia que ele sabia 
que algo muito errado estava acontecendo. Ela falava
"eu quero ir embora", e estava chorando. 
O pai da vizinha continuava em seu monólogo "gosta?". 
Ele começou a esfregar aquilo pelo rosto da criança, 
pelo corpo, pelas suas partes íntimas..., quando se ouve um 
barulho de portão... Rapidamente o pai da vizinha 
se recompõe e leva a criança para o banheiro, a deixa lá. 
E vai sentar-se na sala. As amigas entram na sala 
e veem o homem sentado, assistindo TV. 
Peguntam pela criança ele responde que acha que 
ela deve estar no banheiro. 
As meninas veem a calça abaixada da criança e 
com cara de choro. Perguntam "o que foi?" Ela nada responde. 
O pai da vizinha se antecipa, deve ter feito xixi 
nas calças, mas estava esperando vocês chegarem. 
E de fato, ela tinha feito um pouco de xixi nas calças. 
A criança e sua prima foram para casa ao lado.

Entendeu?

Outubro 2, 2008

Mal entendido, isso é algo sempre ocorre quando não somos claros, ou até quando o somos. O entendimento de um diálogo depende da vivência que se tem os interloctures. Isso ocorre principalmente quando somos irônicos, amo ironia, mas já percebi que para ela surtir o efeito gostoso que ela proporciona quando captada, o meu interlocutor precisa ter um pouco da mesma cultura que a minha, caso contrário fico parecendo que tenho um parafuso a menos falando de coisas sem sentido. Ou até posso parecer maldosa. Um exemplo poderia ser a história, parábola, da raposa e das uvas.  Se eu pedisse algo para alguém e isso me fosse negado eu como uma pessoas que não guarda ressentimento, ou pelo menos tento, diria brincando:”Também não queria mesmo.” A pessoa poderia dizer “Mas agora a pouco você queria!”. Eu lhe responderia “Não conhece a história da raposa e das uvas?” e então eu fosse embora por motivo de força maior, poderia descobrir mais tarde que :

1o. –  Se fosse uma pessoa que não conhecesse essa história, ou pior, só conhecesse as outras histórias de raposa iria pensar coisas horriveis sobre mim, das histórias relacionadas a raposa, a única que eu conheço em que a raposa é inocente é essa.

2o – Se a pessoa conhece a história, que a pessoa me achou o máximo, afinal eu tenho senso de humor e eu realmente queria aquilo! E acabo ganhando.

Para quem não conhece a hitória, é só googlar!

Ah, mesmo correndo o risco continuo irônica. Se tiver dúvida do que uma pessoa quis dizer, uma pergunta resolve tudo. E ainda se aprende alguma coisa, inútil, mais se aprende.


poema para aula

Setembro 6, 2008

No céu tem estrelas que brilham,

a mais brilhante de todas traz pensamentos.

Com os pensamentos só se vê um véu…

Eles trazem a lembrança, a saudade, o amor.

Amor que ficou, que não se viveu, que só se sentiu.

Platônico…

O ideal não aconteceu, se perdeu

no tempo, no espaço…

não é a mesma coisa?

Que importa, perdeu-se…

Num piscar o véu se desfaz, o peso cai, umedece o rosto.

No céu tem uma estrela que brilha,

com sabor salgada, estrela com sabor da tristeza, da nostalgia.

 

Quem dera que fossem lágrimas do rio Lete, não seriam mais salgadas.

 

Então as lágrimas, assim que me entrassem pelos lábios se iriam, para sempre.

 

Minha alma viveria.

 

Salgado também é o sabor do sofrimento, da solidão e da angústia.

 

Da perda…

 

Grande alegria é salgada, mas não se sente esse sabor. Só o momento. Alegria.

 

Será que mais alguém sente o sabor dessa estrela?

 

Não, não acredito.

 

Lembranças são singulares, pertence a um só.

 

A mesma história possui o número de lembranças das almas que a viveram.

 

Cada qual do seu jeito, único, muitas vezes inexplicável, incompreensível, esquecido…

 

Lá no alto a estrela,

 

A estrela que mais brilha.

 

Se ficar olhando, sinto que viro sal.